sexta-feira, 8 de abril de 2011

O LEITÃO: da Mealhada ou da Bairrada


O Município da Mealhada viu a candidatura do Leitão e Pão da Mealhada ficar fora dos 70 pré-finalistas à eleição das "7 MARAVILHAS GASTRONÓMICAS DE PORTUGAL".
Por outro lado, o LEITÃO DA BAIRRADA viu a sua candidatura pré-seleccionada e, provavelmente, terá grandes chances de vir a ser um dos galardoados finais.

Este aparente fracasso da nossa candidatura leva sobretudo à colocação da questão: devemos promover o LEITÃO enquanto produto da Mealhada ou, ao invés, apostar numa estratégia integrada entre os vários municipios que se inserem na Bairrada. Esta preterição do Leitão da Mealhada pode ter, em si, um sinal daquilo que deverá ser a resposta final.
É certo que a "marca" distintiva é o LEITÃO DA BAIRRADA, do qual, mais de 80% será certamente comercializado e degustado no concelho da Mealhada. Ou seja, comercialmente é a Mealhada a principal beneficiada da promoção deste produto.

Por vezes, e eu também me incluo nesse rebanho, embarcamos em bairrismos excessivos e desgastamo-nos em rivalidades inócuas. E como, há uns tempos, um amigo de Anadia me dizia, provavelmente é o tempo de concentramos as sinergias e empenharmo-nos num objectivo comum de promoção dum produto que é reconhecido por ser da BAIRRADA, certos que uma unidade de acções terá certamente melhores frutos.

A reflectir, sem dúvida.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Fim da Linha


Ontem devia ter sido o dia de fazer um trocadilho. FMI deveria igualmente significar o FIM. O Fim dum 1º Ministro que jurou jamais governar com o FMI, o fim dum governante que teimosamente, e agora sabemos que com consequências graves para o País, bateu o pé e sempre negou que Portugal necessitasse de ajuda externa, dum lider político que, sabemos nós e espero que a larga maioria dos portugueses, sempre colocou à frente dos interesses do País os seus próprios interesses e da sua sobrevivência.

Se restasse um pouco de dignidade ao 1ª Ministro, ontem deveria ter assumido a responsabilidade única e exclusiva pela situação do País e ao mesmo tempo anunciava a sua demissão de líder do Partido Socialista e de candidato às Legislativas de 5 de Junho por manifesta incapacidade governativa.

A ajuda externa, conforme posição unânime dos diversos economistas ontem consultados, vem tarde e as suas consequências são muito mais desatrosas do que se tivesse havido a humildade de a solicitar há 6 meses ou há um ano. E o que se lamenta é que os portugueses ainda não tenham aberto completamente os olhos e depositem uma réstia de confiança no COVEIRO DA NAÇÃO.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Educação na Mealhada


Irá decorrer no próximo Sábado o 3º ENCONTRO COM A EDUCAÇÃO, promovido pelo Município da Mealhada.
A iniciativa, louvável, irá este ano abordar temas que, desde que transportados para o contexto local, poderão ter toda a utilidade para que conheçamos melhor o estado da educação no nosso concelho. Falo sobretudo do tema da "Escola e Família" e "Perspectivas de Futuro" para a Educação. Relembro que em 2010 o PSD apresentou uma proposta para que se discutisse a Educação no nosso concelho, tendo não só por base os rankings que colocavam a Mealhada numa posição não muito agradável, mas para que reflectíssemos sobre as estratégias educativas que o Município está a seguir.

Um dos pontos que achámos importante abordar foi a incongruência existente entre um estimado investimento que o Munícipio tem feito na Educação nos últimos anos e o facto de isso não se reflectir positivamente nos resultados. Sendo certo que não podemos somente basearmo-nos nos rankings para tecer considerações sobre a Educação que temos. Na altura, tal como agora, preocupavam-me as questões sociais, a carência económica, as possíveis faltas de estrutura familiar e outras realidades que talvez não estivessemos a conseguir avaliar.

A importância do debate sobre a educação é premente, sobretudo quando vivemos num Estado falido onde a tendência será a demissão cada vez mais acentuada do investimento e protecção da Educação.

Da minha parte, procurarei neste ENCONTRO COM A EDUCAÇÃO colher experiências e ensinamentos que me permitam, enquanto agente activo no Município, dar o meu contributo para que a Educação não saia do pódio dos interesses estratégicos da Mealhada.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Bem público


Desde há muito que defendo o Hospital da Misericódia da Mealhada como um equipamento fundamental para o concelho. E, parafraseando um pouco do Nuno Canilho, entendo igualmente que o futuro dirá que este terá sido, a par do Parque da Cidade, o mais importante equipamento construído nos últimos 20 anos no concelho da Mealhada.
É certo que nunca foi unânime. À sua volta sempre pairaram aqueles que não acreditavam na sua viabilidade ou na sua essencialidade  para o concelho. Felizmente, os anos passaram e, apesar de algumas "armadilhas" que lhe foram colocadas pelo caminho, o Hospital da Santa Casa da Misericórdia da Mealhada soube erguer-se, potenciar-se e hoje será um dos hospitais de referência da zona centro.

O recente protocolo assinado com o Ministério da Saúde e que vai permitir aos utentes do SNS  usufruirem de consultas de 8 especialidades e cirurgia é mais uma vitória daqueles que sempre acreditaram, mas sobretudo da Provedoria que soube resistir a todos os "golpes palacianos" criados, ultrapassando-os e demonstrando que a razão estaria do seu lado.

Espero que este sucesso seja também visto pelo Município como mais um sinal de credibilidade e que, provavelmente, chegou a hora de ver o Hospital como um parceiro e aliado para pensarmos e concretizarmos a saúde no Município da Mealhada.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ser Solidário...


Porque gosto da Solidariedade sem protagonismos, do servir as causas sem segundos interesses.
Participem no DIA SOLIDÁRIO e ajudem a contribuir para minorar as dificuldades daqueles que mais precisam.

"Cada macaco no seu galho"

Sempre me abstive de comentar questões internas de outros partidos por uma razão muito simples: não os conheço, não sei o que decidem internamente e, a bem dizer, pouco me importa o que por lá fazem.
No entanto, com alguma frequência deparo-me com uns supostos "videntes" ou peritos no baralho que não têm pudor em comentar aquilo que, garantidamente, desconhecem.
Esta semana, num jornal local, deparei-me com mais uma pérola da cartomância onde um responsável político com pouco espaço no partido em que milita decidiu meter a foice em seara alheia. E o mais grave é que não hesita em ir para além da esfera política e pretende colocar em causa relações de amizade profundas, coisa que a ele deve ser dificil digerir.
Naturalmente, perante tanta diletância não posso deixar de me rir. E foi num belo almoço que eu - o mau da fita - e a visada - vítima dos algozes do PSD - rimos desta tentativa baixa de criar conflito onde ele não existe.
Mas compreendo a posição do escriba. É mais uma tentativa de distrair os incautos do desafio que lhe foi feito e ao qual ele não tem coragem de responder. Porquê? Porque falar por metáforas é muito mais confortável do que assumir posições claramente.

quarta-feira, 30 de março de 2011

A independência das Associações


No passado Sábado realizou-se um debate onde foi discutido o tema do associativismo e das políticas autárquicas de apoio ao associativismo.
Em destaque estiveram duas formas diametralmente opostas de apoio à actividade associativa: uma centralizadora e outra descentralizadora.
O modelo local foi-nos apresentado por um dirigente associativo. E neste o Município exerce uma posição de centralismo e dum certo controlo sobre a actividade das associações. As associações vivem e sobrevivem numa lógica de subsídio, desenvolvem poucas actividades de modo próprio, sendo a maioria delas organizadas sob a tutela do Municipio subsidiante.

O outro modelo, que me parece muito mais interessante, foi-nos apresentado pelo ex-Vereador da Feira, Amadeu Albergaria, e retrata uma realidade diferente e, na minha opinião, muito mais atractiva. Através dum exemplo de sucesso - Feira Medieval em Terras de Santa Maria - o ex-autarca e actual deputado, contou como fizeram a formação às associações, como lhes deram a mão e, após a emancipação, permitiram que as mesmas deixassem de se regular numa perspectiva subsidio-dependente para se tornarem autónomas.
Em S. João da Madeira, o mesmo exemplo foi dado pelo também ex-autarca Paulo Cavaleiro. Na área do desporto, as associações do concelho souberam crescer e ganhar autonomia, tendo o Município um papel cada vez mais residual, permitindo inclusive a co-gestão dos espaços desportivos municipais, com claro benefício para as associações e para a população em geral.

Sem dúvida, princípios e actuações a reter e a transportar para a nossa realidade.